1) Mare de Sabores: A Maré de Sabores é um empreendimento social que atua no complexo da Maré, um dos mais populosos conjuntos de favelas do Brasil e o maior da cidade do Rio de Janeiro com aproximadamente 140 mil habitantes (IBGE, 2010). Mariana Aleixo e Helena Edir fundaram o empreendimento social para ajudar mulheres da região a construírem sua independência financeira. Oferece às mulheres, especialmente às mães solteiras de baixa renda, treinamento, experiência profissional e oportunidades de trabalho na indústria alimentícia.
Até à data, a Maré de Sabores formou mais de 750 mulheres em serviços de gastronomia e colocou 160 no mercado de trabalho na indústria. Duas vezes por ano, o empreendimento realiza editais na comunidade para captação de alunos. Antes de ingressar nessa capacitação, as mulheres da Maré não tinham acesso a renda própria. Os graduados do programa ganham a confiança e as habilidades técnicas necessárias para se candidatar a cargos na gastronomia, muitos dos quais optaram por abrir seus próprios pequenos negócios.
A principal linha de negócios da Maré de Sabores é oferecer serviços de catering para eventos, casamentos e outras confraternizações na região do Rio de Janeiro. Antes da pandemia, a Maré de Sabores foi contratada para atender 113 eventos, criando emprego permanente para 18 mulheres e contrato de trabalho para 44 mulheres.
Com o bloqueio, a empresa iniciou várias novas linhas de negócios que manteriam as mulheres empregadas e a empresa funcionando. A Maré de Sabores investiu na sua infraestrutura digital tanto do lado da oferta como da procura, organizando sessões individuais de mentoria e discussões de grupo online para continuar a envolver os seus alunos e clientes de gastronomia. A empresa também reagiu rapidamente à demanda do mercado vendendo refeições diretamente para as famílias e servindo refeições e apoiando as operações de “organizações essenciais” que ajudam comunidades carentes carentes.
2) Movimento Black Money: os afro-brasileiros representam mais da metade da população do Brasil, mas estão super-representados nas comunidades de baixa renda e desempregados do país. Um número desproporcional de negros exerce trabalhos braçais em condições precárias. Devido a essas disparidades de emprego, a disparidade salarial é grave - em média, um negro recebe 50% menos de renda do que um branco.
O Movimento Black Money (MBM) é um hub de inovação que potencializa o empoderamento econômico da população negra no Brasil. A empresa social apoia a população negra em quatro áreas - advocacia, educação, serviços financeiros e consultoria. Seus serviços são projetados para promover prosperidade, autonomia e inclusão financeira para as comunidades negras do Brasil.
Um dos produtos da MBM, Mercado Black Money, é um mercado online que conecta compradores a mais de 1.500 negócios de propriedade de negros, 70% dos quais são liderados por mulheres. Ao apoiar empresas de propriedade de negros, os consumidores ajudam a melhorar a situação financeira dos afro-brasileiros e contribuem para diminuir as diferenças raciais de riqueza. A MBM também criou o Pretinha, uma solução de pagamento móvel que agiliza as operações de varejo automatizando o processo de transação, oferecendo aos pequenos negócios acesso a ferramentas financeiras digitais que melhoram sua inclusão financeira. Recentemente, a MBM fez parceria com um grande banco brasileiro para lançar o primeiro cartão de crédito diversificado do Brasil.
Para impulsionar as mudanças sistemáticas e em larga escala necessárias para que mais pessoas negras tenham acesso a empregos de qualidade e capital econômico, o MBM oferece serviços de consultoria para clientes corporativos como P&G e Makro, sobre diversidade e inclusão no local de trabalho. Seus programas de educação também se estendem a empreendedores negros, com cursos online gratuitos com foco em tecnologia, negócios, marketing, gestão, entre outros temas. Desde a sua fundação em 2020, o MBM treinou mais de 1.000 empreendedores negros, equipando-os com o conhecimento e os recursos relevantes para expandir seus negócios.
A MBM também lançou o Black Vagas, um serviço de recrutamento que combate as altas taxas de desemprego negro ao conectar aspirantes a profissionais negros a vagas disponíveis em sua rede corporativa.
Por meio do MBM, os fundadores Nina Silva e Alan Soares visam encorajar os negros a se tornarem participantes mais ativos da economia, com acesso equitativo a oportunidades de crescimento na carreira que melhoram a mobilidade ascendente e colocam os funcionários negros no caminho da liderança. A empresa social serve como um nexo de conexão e colaboração para as comunidades negras.
3) ASSOAB: A Associação dos Agropecuários de Beruri (ASSOAB) apoia pequenos catadores de castanha-do-pará em Beruri, Amazonas desde 1996, gerando renda estável para as comunidades isoladas, respeitando seus modos de vida tradicionais e o meio ambiente. A associação adquire castanha-do-Pará in natura de mais de 350 famílias catadoras da terra indígena Itixi Mitari e da reserva de desenvolvimento sustentável (RDS) Piagaçú-Purus. Todos os anos, colaboradores da ASSOAB visitam as pequenas famílias catadoras para entregar novos equipamentos e oferecer treinamentos presenciais de ecologia e sustentabilidade, fomentando o meio ambiente.